A internet está recheada de vídeos que mostram relações afetuosas e situações engraçadas envolvendo crianças e pets. A verdade é que, por trás de vídeos como estes, está uma relação extremamente benéfica para ambos.
O convívio entre crianças e pets apresenta diversos benefícios:
- Estimula senso de responsabilidade nas crianças;
- Contribui para combater o sedentarismo;
- Ajuda no desenvolvimento físico e emocional das crianças;
- Diminui a ansiedade;
- Impacta o desenvolvimento intelectual das crianças.
Crianças e pets: por que devemos estimular este convívio?
Um dos aspectos mais relevantes quando o assunto envolve crianças e pets é a relação de cuidado e afeto que a criança aprende a desenvolver com os animais. É neste convívio que a criança entende a necessidade dos bons cuidados e do respeito.
É natural que, uma criança que compreende este universo, dará aos outros um tratamento respeitoso e cuidadoso. Desde cedo, uma relação de carinho e cuidado já começa a ser desenvolvida.
Outro ponto crucial que advém da relação das crianças e pets é a confiança e autoestima que este convívio promove. Crianças assumem responsabilidades no cuidado com os animais e, com isso, entendem que são capazes de realizar tarefas importantes.
Encher as tigelas de água ou colocar comida para os pets são tarefas que crianças de 3 anos de idade já podem executar. Este movimento promove na criança um senso de responsabilidade e, assim, a melhora da autoestima.
Como consequência da responsabilidade de cuidar de animais, as crianças aprendem a lidar com suas obrigações e essa é uma maneira de prepará-las para o futuro. O convívio com animais contribui para o desenvolvimento da criança.
Atividade física e emocional para crianças e pets
Crianças e pets formam uma excelente dupla quanto o assunto é atividade física, já que não falta energia para correr e brincar.
Brincadeiras e atividades para os pets são fundamentais para a manutenção da saúde e qualidade de vida, e para as crianças, correr e estimular brincadeiras é uma boa alternativa para combater o sedentarismo e propor atividades diferentes para crianças de qualquer idade.
Um estudo de 2015 publicado pela revista Science mostrou que quando o dono do cachorro olha em seus olhos, os níveis de oxitocina aumentavam tanto no tutor quanto no animal de estimação.
Esta conexão é a mesma que une emocionalmente os seres humanos, um processo também mediado pelo hormônio oxitocina.
O resultado apontou que há uma forte conexão na relação dos animais com seus donos, o que contribui para o desenvolvimento afetivo. Nas crianças, este impacto pode ser ainda maior, já que há muito da personalidade sendo construída durante a infância.
Crianças e pets: uma alternativa para crianças que demandam terapias específicas
Crianças e pets formam uma dupla e tanto quando o assunto é saúde. Nos últimos anos, terapias alternativas associadas à junção de crianças e pets ganharam força.
Crianças autistas ou com deficiências físicas e intelectuais são extremamente beneficiadas nesta relação. As terapias com animais são sempre sugeridas por médicos especialistas e acompanhadas como um tratamento tradicional.
Quais são os cuidados que se deve tomar ao levar um animal para casa?
Antes de qualquer coisa, é fundamental que a decisão de levar um animal para dentro de casa seja compartilhada. Mesmo que o objetivo seja aproveitar os benefícios do convívio das crianças e pets, é importante ressaltar que os grandes responsáveis são os adultos.
Pets exigem, de seus tutores, em muitos aspectos: adaptação, alimentação, saúde e atividades. Garanta que, ao levar para casa, o animal terá todo o suporte necessário para sua saúde.
Pesquise muito e procure identificar qual animal faz mais sentido para a realidade da família. Gatos e cachorros são bem diferentes e ambos são benéficos para as crianças. No entanto, um pode ser mais indicado que outro, dependendo do estilo de cada família.
Respeitar o tempo e adaptação do animal também é crucial para garantir um bom relacionamento entre crianças e pets. Tanto as crianças quanto os animais podem ficar agitados no início e, por isso, sempre vale o acompanhamento de um veterinário para indicar as melhores técnicas de adaptação do animal no novo lar.